E já Novembro.
Com chuvas e ventos,
a esbarrarem na janela.
As gotas arrastadas,
melancólicas.
Certas de irem morrer
e acabar numa massa
amálgama.
Homogénea.
una na tristeza
gélida,
pálida,
cansada.
E já Novembro,
sempre frio.
Incómodo, mas suportável.
Condenado e confinado,
às quatro paredes
da nossa consciência,
enquanto perscrutamos
e escutamos:
a dolorosa melodia
das lágrimas do céu.
e sopros de monstros,
dentro das nossas cabeças.
Afonso Poema
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