domingo, 13 de novembro de 2011

Frida Kahlo no Museu da Cidade


E, a meio da tarde domingo, fomos ver a exposição da Frida Kahlo ao Museu da Cidade.

A boleia de carro soube-me pela vida. Em menos de cinco minutos estávamos a estacionar do lado oposto ao Campo Grande. Tinha ouvido falar da exposição da Frida Kahlo, há poucos dias, num jornal qualquer. Era um daquele rectângulos publicitários, um flyer; uma vez mais, li o essencial na diagonal. Pensava que era uma exposição das pinturas da Frida, mas não. Era uma exposição de fotografias da autoria da Frida Kahlo, e muitos outros, pertencentes ao espólio. E só me apercebi disto depois de ter pago os três euros de entrada.

Uma das pessoas que estava comigo recordou-me que, pelos mesmos três euros, há uns anos, entrámos na casa museu do Rodin, em Paris; para além da belíssima exposição de esculturas, pinturas e desenhos do artista, estava também incluído a ida ao jardim. Lindo, cuidado, repleto de estátuas e recantos preenchidos por estudantes, artistas, casais. Já dizia o Cesário "Madrid, Paris, Berlim, S.Petersburgo, o mundo”. Lisboa, sempre foi outra história.

A exposição era interessante. Tinha uma forte componente auto biográfica: fez-me lembrar um livro que ofereci ao meu pai há uns natais atrás. "Fernando Pessoa: Fotobiografia", um livro alto e cheio de fotos do Pessoa, documentação relevante, amigos e conhecidos. É engraçado o quanto podemos conhecer das pessoas apenas pelas fotografias; ajuda-nos, muitas vezes, a compreender melhor o seu tempo. Fiquei a saber alguns factos curiosos: o casal Frida e Diego acolheram Trotsky, na sua fuga da repressão estalinista para o México.

Voltei para casa e senti uma forte vontade de escrever um poema sobre as imagens da exposição.

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