terça-feira, 15 de novembro de 2011

saudades de fazer amor


saudades de fazer amor
despido de preconceitos
entre poemas ou prosas
que procurem palavras
para pintar a enorme tela
que é amar

ler, entre beijos
e saborear as frases
que gritam, ofegantes
o nosso desejo.

e, no fim
aliviados
procuramos respostas
nos silêncios
da oscilação respiratória
que ainda bafeja
restos da carne
perdida em leituras
e interpretações
mais dormente
menos crente
que lentamente
como se acordasse de um sonho
faz nunca esquecer
a saudade de entrar
em quem nos ama
só isso é amor
o resto são só desejos
sem poesia
sem prosa

Afonso Poema

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