domingo, 13 de novembro de 2011

a Frida Kahlo

a sala suava das pessoas
que cansavam as imagens
já gastas pelo olhares do tempo
e ombros despidos dos casacos
pediam molduras adequadas
à carnalidade da memória
e as imagens. da Frida.
ferida, entre tantos amantes
e máquinas
que lhe colheram o corpo
moldaram a alma
até que o silêncio
não passasse de uma fotografia
ou várias
séries de desenhos de luz
que desenham infâncias
graúdas que encontram a morte

Afonso Poema

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