Se quando fumo, adormeço,
terei eu vivido num sonho?
Numa caverna enevoada,
onde só brilha a luz da ilusão
alimentada por uma chama de dormências
que me consome a consciência?
Pior era ter sonhado a minha vida.
Como se estivesse preso entre duas baforadas,
de incenso fumegante, em fuga,
num percurso aleatório.
Até me dissipar na omissão da minha existência.
Por ora, acendo um cigarro.
A brasa cauteriza-me as mágoas,
que nunca lavam as cinzas
do que antes eram memórias.
Afonso Poema
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