encontrei a paz novamente
num arrepio que caminha pelo que sou
um passado ferido, um presente sem nada
vazio como a brisa do futuro.
encontrei o teu sorriso
perdido
enterrado nas areias do tempo.
nas memórias do outrora fomos.
e depois da bonança
aceito.
o que podia ter sido.
o que não foi.
o que ainda poderá ser.
porque a esperança
é inimiga
é a última a morrer.
e agora sorrio eu.
já te vejo
sem uma película de asco.
a turvar-me a compreensão.
ainda me sabes a sonho
apesar de tudo.
um doce aroma
que me recorda
a flor
da juventude.
Afonso Poema
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