quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Deixo aos poucos de ser quem sou

Deixo aos poucos de ser quem sou.
perdi-me algures nesta vida.
É sempre noite - tudo tão escuro,
aqui não há bússola que me valha.
O tempo.
Esse já não mede nada.
Parou comigo - dentro do meu vazio.
Silêncio.
Amordaça-me o pensamento.
pois sou novo demais.
Não estou preparado.
Estou é perdido.
Silêncio.
Não me quero encontrar.
É à deriva que velejo melhor.
onde os ventos das palavras
sopram! sonham! sulcam!
as ondas cristalinas de um mar,
que não conheço,
nem nunca vi.

Afonso Poema

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