Há tanta beleza na liberdade
ela própria é um sinónimo do belo,
sem paralelo.
É o cerne de ser humano.
E do ser humano.
Passeamos com ela, num eterno romance.
Sem nuance. Ele é puro e selvagem.
Digo o que penso - sem remorso.
E muito penso no que digo.
Converso horas a fio,
eu mesmo, comigo.
Oh! Liberdade!
É tão doce o teu toque,
e é a ti que eu invoco
uma jura de amor ardente.
Mas quando algo me prende,
aí, já nem o tempo me cura.
E na fonte,
secura.
Só terra, e alguma água do mar.
E sendo pobre - porque os versos nada valem,
deixo de sentir esse mundo.
Enjaulado no escombro
estilhaçado de um sonho.
Bem bonito.
Solarengo.
Mas que já não existe.
Oh! Liberdade.
Porque é que me pariste,
se nesta terra triste,
nunca te vi.
Aqui,
só deus existe.
Afonso Poema
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