domingo, 25 de setembro de 2011

Entre as intempéries

Entre as intempéries desse mundo imenso
da minha janela vejo sempre bem o sol
porquê, não sei, mas agora penso.
pois sim, a luz faz bem, mas deixa-me mole.

Sonho alto, todo o dia é uma esperança
mas nada rasga a paz de um céu azul
e se depois da tempestade vem bonança
nada acontece e então fico fulo.

E acabo sempre cansado de tanto nada.
tanta brisa suave que quase sufoca
e a inércia sempre foi complicada.

A mudança: alguém que a provoque.
porque é deitados num jardim
que continuaremos em choque.

Afonso Poema

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